Juiz acusado de pedofilia no Tocantins diz que ele é a Lei…

O juiz da 4ª Vara Criminal de Execuções Penais de Palmas e membro do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) Luiz Zilmar Pires, 50 anos, está sendo acusado de pedofilia. O caso veio à tona nesta terça em reportagem no Jornal do Tocantins. O pai da adolescente D. P. M., de 17 anos, Daniel Magalhães de Oliveira, denunciou à Polícia Federal (PF).

Ele disse à PF que a sua filha teria sido seduzida pelo juiz Luiz Zilmar. A garota continua internada na UTI do Hospital Geral de Palmas (HGP). De acordo com a reportagem da edição desta terça-feira, a família da adolescente disse que o juiz teria iniciado o relacionamento com a D .P. M. há cerca de três anos, quando a jovem tinha então14 anos.

Desespero

“O juiz chegou a me dizer que eu nada poderia fazer contra ele. Que ele era a lei. Este foi o recado que ele mandou para nós através da minha filha, por isso o meu desespero e minha tristeza,” afirmou Daniel Magalhães à reportagem. Na segunda-feira, o Jornal do Tocantins teve acesso ao Termo de Declarações e ao Auto de Apresentação e Apreensão registrados pelo pai da menina na PF.

“Na apreensão de objetos que estavam em poder da adolescente, foi verificado que ao menos cinco dos 13 itens entregues têm ligação direta com o nome do magistrado”. O pai da vítima, de acordo com o jornal, disse que a sua esposa encontrou, dentre os objetos presenteados pelo juiz à jovem, um pen drive em cujos arquivos constavam uma foto da filha com o juiz em “tom de sensualidade”.

Mensagem no celular

A jovem deu entrada no HGP na terça-feira da semana passada sob suspeita de ter tomado veneno. O pai disse que o médico que prestou atendimento teria informado que ela ingeriu metaanfetaminas. Na reportagem do Jornal do Tocantins, o pai afirmou que a esposa viu uma mensagem recebida no celular da filha em que o juiz teria afirmado “que ela queria dar o golpe do baú ou da barriga.”

O celular e outros 12 objetos da jovem foram apreendidos pela PF para uma perícia. O laudo deve ser encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Por ser membro do TRE, Zilmar não pode ser julgado na Justiça comum.

O juiz disse ao jornal que não poderia fazer declaração sobre o assunto, porque não havia recebido, da PF, o Termo de Declarações com as afirmações do pai da jovem. “Eu não tenho conhecimento da íntegra do documento, portanto não posso fazer declaração a respeito,” disse o juiz.

Fonte: Ultimosegundo

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