Jornal Nacional destaca operação que combateu suposto esquema de corrupção no Poder Judiciário do Tocantins

O Jornal Nacional da Rede Globo, destacou em sua edição da noite de ontem, 16, a Operação MAET, no Tocantins. Leia a matéria:

TO: pedido afastamento de desembargadores por corrupção
Eles são acusados de envolvimento em um suposto esquema de corrupção no Poder Judiciário do estado. Segundo a PF, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão no Tocantins e mais quatro em Goiás.

A Polícia Federal fez nesta quinta-feira uma operação de combate a um suposto esquema de corrupção no Poder Judiciário do Tocantins. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas casas de três desembargadores.

O Tribunal de Justiça foi fechado pelos policiais. Os funcionários não puderam entrar. Apenas diretores acompanharam os agentes, que apreenderam documentos.

“O trabalho foi cumprido na íntegra, conforme determinação judicial”, disse o delegado da Polícia Federal Érico Barbosa.

Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Araguaína, no norte do Tocantins, e em Palmas. E outros quatro em Goiás: nas cidades de Goiânia e Rio Verde.

Um dos lugares revistados foi a casa da presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins, a desembargadora Willamara Leila. Depois de cinco horas, os policiais saíram com malas, mas não divulgaram o conteúdo.

Na casa de outro desembargador, Liberato Póvoa, que também é Corregedor do Tribunal Regional Eleitoral, policiais apreenderam computadores e fizeram buscas em cinco carros, um deles, oficial.

“Eu não vou gravar, eu não posso gravar para não prejudicar as investigações”, disse o desembargador Liberato Póvoa.

A Polícia também foi ao condomínio onde mora o desembargador Carlos Sousa, que é vice-presidente do Tribunal de Justiça.

O Superior Tribunal de Justiça determinou o afastamento imediato dos três desembargadores. E obrigou que eles fossem trazidos até a sede da Polícia Federal para serem interrogados. Depois de ouvidos, os três foram liberados.

Os mandados de busca e apreensão também foram cumpridos na casa de sete advogados. A polícia suspeita que há um esquema de venda de sentenças.

Durante a operação, foram apreendidos R$ 375 mil. Parte do dinheiro estava na casa de um advogado que mora em um prédio numa área nobre de Palmas. Os agentes precisaram usar uma máquina para contar as cédulas.

Durante a operação, duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de armas e uma, por guardar munição.

Os desembargadores não quiseram falar sobre o caso, e a polícia não divulgou o conteúdo dos depoimentos.

Assista ao vídeo da reportagem (clique aqui)

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