RELATÓRIO INDICA ENVOLVIMENTO DE DESEMBARGADORES EM VENDA DE SENTENÇAS

RIO DE JANEIRO – A Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) criada para investigar denúncias de tráfico de influência e venda de sentenças judiciais votou, em reunião nesta quarta-feira (15/12), o relatório final de seus trabalhos. O deputado André Corrêa (PPS), relator da CPI, indicou o envolvimento de Eduardo Raschkovsky com o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) e a participação dos desembargadores Roberto Wider e Alberto Motta Moraes. “Fica patente, por todos os depoimentos, que a relação de Eduardo Raschkovsky com o desembargador Roberto Wider não era apenas uma relação de amizade ou social. Ela envolvia negócios, indicações para cartórios, articulações imobiliárias e a prova disso foi o próprio afastamento do desembargador pelo Conselho Nacional de Justiça”, afirmou. O relatório será votado em plenário e, em seguida, encaminhado para o Ministério Público, a Polícia Federal, o Conselho Nacional de Justiça e a Corregedoria Geral Unificada.

Presidente da CPI, o deputado Paulo Ramos (PDT) ressaltou a complexidade das investigações e lamentou as dificuldades para apurar o caso. “Os resultados seriam mais veementes se os políticos procurados por Raschkovsky tivessem colaborado. Mas acredito que o nosso relatório vai contribuir para que os órgãos competentes avancem nas suas investigações”, declarou o parlamentar. O pedetista frisou ainda a importância do depoimento da ex-prefeita de Magé, Núbia Cozzolino, para a conclusão do relatório. “O depoimento da Núbia é o que eu considero mais precioso, pois comprovou os indícios já existentes”. A ex-prefeita de Magé confessou ter se submetido à mediação do estudante de Direito e empresário Eduardo Raschkovsky, para que ele influísse junto ao desembargador Alberto Motta Moraes em um processo criminal que havia sobre ela e que teve Moraes como relator.

A respeito dos fatos que embasaram as acusações, o deputado Luiz Paulo (PSDB) afirmou que, além do testemunho de Núbia Cozzolino, os depoimentos de Eduardo Raschkovsky e sua mulher, Mônica Montenegro Raschkovsky, apresentaram muitas contradições. “Sob ponto de vista processual, é melhor ter muitos indícios do que uma única prova. Quando há uma única prova, se ela se desmonta o processo fica sem objeto. Muitos indícios levam a conclusões evidentes, e nesse caso eles foram robustamente testemunhados em depoimentos aqui na CPI”, pontuou.

FONTE: ALERJ

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